Por Tulio Kahn
Um modelo econométrico de previsão eleitoral baseado em fundamentos políticos e econômicos estima que o candidato incumbente deverá obter 43,6% dos votos válidos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com um intervalo de confiança de 39,1% a 48,0%.
A projeção foi feita pelo Modelo Fundamental, um instrumento de análise que combina indicadores de aprovação presidencial, desempenho econômico e fadiga partidária para antecipar o comportamento do eleitorado antes da campanha propriamente dita.
Como funciona o modelo
O Modelo Fundamental parte de uma premissa clássica da ciência política: eleitores tendem a recompensar governos bem avaliados e a punir aqueles associados a baixo crescimento ou longos períodos no poder.
A fórmula utilizada é a seguinte:
Onde:
-
Aprovação líquida = aprovação − reprovação (em pontos percentuais)
-
PIB = crescimento anual projetado do Produto Interno Bruto (%)
-
Fadiga = número de mandatos consecutivos do partido no poder
Esses coeficientes são baseados em priors informativos, calibrados a partir da literatura internacional de voto econômico e do histórico das eleições brasileiras desde 1994.
Dados de entrada: outubro de 2025
A variável mais sensível do modelo — a aprovação líquida do governo — foi estimada com base em quatro pesquisas nacionais divulgadas ao longo de outubro (PoderData, Quaest, AtlasIntel e Paraná Pesquisas).
A média simples resultou em –1,05 p.p., ou seja, uma ligeira desaprovação líquida.
Outros parâmetros informados:
-
Crescimento do PIB projetado para 2025: 1,8%
-
Fadiga partidária: 2 mandatos consecutivos
Esses valores alimentaram a equação principal do modelo.
Resultado e decomposição
O cálculo resultante foi o seguinte:
| Fator | Valor | Efeito no voto (p.p.) |
|---|---|---|
| Aprovação líquida (-1,05) | –0,8 | |
| PIB (1,8%) | +2,4 | |
| Fadiga (2 mandatos) | –4,1 | |
| Intercepto (base) | +46,0 | |
| Resultado previsto | 43,6% |
O modelo indica que, embora o crescimento econômico moderado contribua positivamente para o desempenho do incumbente, o efeito da fadiga política — associada ao segundo mandato consecutivo do partido — retira boa parte desse ganho.
Sensibilidade e cenários
-
+1 ponto na aprovação líquida → +0,72 p.p. no voto previsto
-
+1 ponto no PIB → +1,36 p.p.
-
+1 mandato adicional de fadiga → –2,07 p.p.
Ou seja, uma melhora de 5 pontos na avaliação do governo até meados de 2026 poderia elevar o voto previsto para cerca de 47%, enquanto uma recessão leve empurraria o desempenho para a faixa de 41%.
O que o modelo (não) diz
O Modelo Fundamental não tenta prever o resultado final da eleição, mas fornece um ponto de referência estrutural — o desempenho esperado “em condições normais” antes de campanha, escândalos ou choques externos.
Segundo a metodologia, a margem de erro típica do modelo é de ±4 pontos percentuais, refletindo incertezas tanto nas pesquisas quanto nas estimativas macroeconômicas.
Conclusão
Com os dados atuais, o incumbente parte para 2026 em posição competitiva, mas aquém da maioria absoluta, exigindo um desempenho de campanha superior para avançar com vantagem ao segundo turno.
Caso o crescimento econômico se mantenha e a avaliação pública melhore, há espaço estatístico para ultrapassar a barreira dos 45% — ponto historicamente associado a campanhas de reeleição bem-sucedidas no Brasil.
Fonte: Modelo Fundamental Eleitoral (versão 2025).
Elaboração: Analisador Eleitoral — GPT-5.
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